segunda-feira, 24 de maio de 2010

Relacionamentos - por Arnaldo Jabor


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah,terminei o namoro...'- 'Nossa,quanto tempo?'- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'-É não deu... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer...A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar.Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Seguindo em frente



Nós não nos lembramos de quando aprendemos a andar. Parece bobagem, mas tudo na nossa vida é baseado nesse momento. Falo em relação às mudanças, nos acostumamos a viver de um jeito, que quando somos obrigados a modificar tudo, bate aquele desespero. O não saber como agir.

Começa uma nova etapa, começamos a dar aquele primeiro passo... um pé de cada vez, com cuidado por nossas pernas estarem ainda bambas e fracas. Às vezes caímos, tropeçamos na nossa insegurança ou até vamos com tanta sede ao pote, numa segurança que não é de verdade, que tombamos. As quedas ralarão nossos joelhos, nos darão alguma cicatrizes, mas é com elas que aprenderemos quue talvez aquele caminho ali não é tão seguro e que o outro, mesmo sendo mais longo, nos levará ao mesmo lugar (ou até a um lugar melhor), se tivermos um pouco mais de paciência e disposição.

A lição nisso tudo é que no final reaprenderemos a andar. E nos adaptaremos à situação nova com firmeza, com convicção. Convicção essa que no futuro não nos impedirá de cair, pois muitos ainda serão os obstáculos no caminho, mas que nos dará a certeza que ao levantar, continuaremos andando.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

...



Como é que eu posso abrir mão de todos os meus sonhos, meus planos... Pegar meu sentimento e tentar cala-lo? Aceitar as coisas facilmente? Eu dei tantos conselhos sem
imaginar que quando fosse eu que precisasse deles, eles seriam tão inúteis.

Esperar o tempo agora dar um jeito nas coisas? Que bobagem de se dizer... Quem sofre não quer saber do tempo. Só queria o passado de volta. Só o q me fazia feliz... Como não posso ter. Eu quero que o tempo se dane.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre a superação.




Não me permito levar adiante essa autopiedade. Fraquejar já foi o bastante. Sucumbir é inadmissível. Sei que tenho dentro de mim uma força capaz de coisas que a cegueira dos problemas às vezes não me faz enxergar. Mas ela está ali, caladinha, escondida entre as lágrimas, esperando que eu a veja, querendo acenar para mim. Querendo dizer: “Ei, você é mais forte que isso e já passou por coisas dolorosas e elas ficaram para trás. Esqueceu?”.

Eu sei que não o tenho o domínio de tudo que está em minha volta. Se o tivesse, seria mais fácil. Não precisaria encontrar as respostas pra minha caminhada num sim ou não que não me pertence. Mas tenho esperança que as coisas irão se resolver, mesmo que o resolvido não me agrade. Agora que consegui erguer um pouco a cabeça, calei meu pranto e comecei a ouvir a voz insistente aqui de dentro e ela me diz que tudo ficará bem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobre a morte.



Apesar de ser a única certeza que possuímos, é a coisa que nos assusta mais. Às vezes me pego pensando sobre o deixar de existir, deixar de ser. O que acontece depois que nossos olhos se fecham para sempre. Para sempre fecharei mesmo os olhos, ou meu corpo espiritual vai sair do meu corpo físico e observá-lo inerte? Ou será um sono eterno, sem sonhos, sem lembranças, sem vida?

Não quero ser mórbida nem nada. Mas às vezes bate um aperto no peito. E se eu dormir e não acordar mais? E se meu coração problemático resolver que não agüenta mais a carga e me levar numa festa, numa dose de vodca, numa caminhada mais caprichada ao lugar que eu não quero conhecer? Terei pouco tempo ou seguirei os passos da minha bisavó e encontre uma morte tardia e suave em casa aos 104 anos? Irei eu primeiro, ou envelhecerei dolorosamente vendo meus amigos, meus amores morrerem antes de mim? Será que nesse momento me conformarei com a danada e a idéia de seu encontro se torne mais leve? Não sei.

Um grande amigo procurou pela morte há algum tempo. Tinha minha idade na época. 24 anos. A vergonha e as tristezas da vida fizeram com que ele rompesse o medo do incerto. Fico pensando se ele se arrependeu ao ver o seu corpo sem vida, ao ouvir nossos lamentos, ao encontrar a lucidez. Espero que lá nesse lugar desconhecido ele tenha sido bem recebido, que o tenham acolhido e ajudado a curar as feridas que tanto corroíam sua alma.

Espero que meu medo seja bobagem e que o que nos espere seja realmente o paraíso ao qual almejamos. A morte é uma realidade que não nos lembramos de conhecer e a incerteza sobre o que virá assusta. A incerteza da certeza. É incerto o nosso destino, mas é inevitável o nosso encontro a ele.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sobre o Dia Internacional das Mulheres

Recebi por e-mail, do meu próprio marido (ulá-lálá!) e vou compartilhar com vocês...

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher.


Onze pessoas estavam penduradas numa corda num helicóptero. Eram dez homens e uma mulher (quero nem imaginar o que ela estava fazendo sozinha no meio desses homens todos kkk).

Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos, decidiram que um deles teria que se soltar da corda.

Eles não conseguiram decidir quem, até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda pois as mulheres estão acostumadas a largar tudo pelos seus filhos e marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta e que os homens, como a criação primeira de Deus, mereceriam sobreviver, pois eram também mais fortes, mais sábios e capazes de grandes façanhas (nhá?)...

Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas.. (\o/ hihihihi)

Nunca subestime o poder e a inteligência de uma mulher... NUNCA!

Beijo grande!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sobre o amor.



Meu professor de anatomia da faculdade dizia que era bobagem dizer que se amava do fundo do coração. Amava-se na verdade do fundo do tálamo. Estudos posteriores à minha época de graduanda mostraram que na verdade o amor vem de áreas no cérebro chamadas de núcleo caudal (que meio que envolve o tálamo) e área tegumentar ventral.



Não que isso seja de suma importância pra gente no dia-a-dia. Afinal, uma pessoa que cai de amores por outra, não virará para ela e dirá: Querida, eu te amo do fundo da minha área tegumentar ventral e do meu núcleo caudal. Capaz da querida, ao ouvir uma coisa dessas, dar um chute bem no meio dos glúteos do namorado engraçadinho.



Não sei de onde surgiu a história de amar com o coração, mas a imagem criada para essa analogia (aquele coração bonitinho, claro, não o coração de verdade) foi a que pegou. Era nele, que na mitologia romana, o Cupido direcionava suas flechas. É nele, que por causa do amor materno, sempre cabe mais um. Não no cérebro, que apesar de estar envolvido na maior parte das sensações, nos passa essa imagem fria de impessoalidade.

Coitadinho do cérebro... tão esquecido, tão posto de lado com tanto amor para dar.