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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobre o dia ruim


De repente poderia ser mais fácil. Não sei se sou sempre eu que dramatizo tudo. Sei que é complicado ter que lidar com tanta intensidade de sentimento. É sempre angustia demais, tristeza demais, agonia demais, felicidade também, mas as vezes não compensa. O medo das coisas mudarem não deixa que aproveite a felicidade em sua plenitude. O medo. Que sempre me acompanhou e acompanha. Sussurrando ao meu ouvido. Zombando da minha fraqueza em superar o que passou. Fecho os olhos, sinto a respiração. Sinto nojo de mim. E já não posso fazer nada. Porque agora eu já sou eu. Não sou quem era. Olho no espelho, vejo a menina que era feliz e não vejo mais alegria nos olhos dela. Vejo dor. Vejo culpa. Quem vai abraçar a menininha e dizer a ela que tudo vai passar? Ninguém. Não vai passar. Será sempre assim. É de se calar, de se acostumar e de se conformar. Ou quem sabe, sou só eu e meus exageros e meu dia ruim. Quem irá saber... 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre perder.




Nós não estamos preparados para a perda. Por maior que seja a nossa fé e mesmo tendo a crença no espírito imortal, não conseguimos nos sentir verdadeiramente confortados. Queremos a pessoa de volta e não entendemos os motivos para que ela tenha sido tirada de nós. Dói demais não ter a presença na nossa vida. ver o lugar da cama vazio, entrar em casa e sentir que algo está errado, aquela sensação de que algo sempre estará faltando. Trata-se apenas de nós, não é suficiente saber que a pessoas está ao lado de Deus, em paz, sem dores, sem sofrimento. Porque o que dói é ela não estar aqui. É o não responder quando chamamos por ela e não podermos enconta-la sentadinha na cadeira quando procuramos. Sentir falta dos carinhos, dos xerinhos e da alegria que nos passava. Ow, minha velhinha, eu sei que você está bem agora e que seu coração não dói mais, mas a saudade é tão grande que não consigo ficar feliz mesmo sabendo disso tudo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Falando sobre a felicidade.



Engraçado, eu sei escrever sobre tristezas, sobre dores, mas fico meio travada para escrever sobre a felicidade. Falta um pouco de inspiração e ao mesmo tempo é como se fosse um absurdo falar sobre ela. Como se fosse meio inocência minha, uma tolice talvez, o fato de estar comemorando estar feliz. Bobagem esse pensamento, não? A gente passa por cada uma na vida. E fica se lamentando pelos cantos. Curtindo a dor, a fossa, escrevendo mil poemas sobre como a nossa vida é uma tragédia sem solução (nem preciso de muita memória pra perceber isso, é só olhar uns postzinhos abaixo que já vejo o dramalhão mexicano escrito). Aí quando chega o momento de falar sobre estar bem, travamos.

Talvez nem seja medo de falar sobre estar bem, pode ser que eu tenha deixado de escrever para curtir o momento. Curtir cada segundo que tenho, aproveitar ao máximo tudo. Acho que me agarro à felicidade enquanto posso senti-la. E faço questão de senti-la em sua totalidade. Estando junto às pessoas que eu amo. Fazendo as coisas que eu gosto. E me esforçando para fazer bem a quem está ao meu lado.

Confesso que lá no fundo ainda tenho aquele medinho de que as coisas desandem e que a felicidade acabe um dia, mas enquanto estiver sentindo-a, estarei aproveitando. Afinal, é só o presente que temos, não é mesmo?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Protagonista



Decidi ser a protagonista da minha vida. Parece bobagem dizer isso, óbvio que todos nós somos protagonistas das nossas próprias vidas, mas por algum tempo deixei isso de lado e apenas aceitava as coisas que aconteciam. Deixava que decidissem por mim. Abria mão dos meus sonhos, pelos sonhos dos outros, como se os meus não fossem tão importantes. Os outros estavam mais presentes na minha história do que eu mesma. Era apenas uma coadjuvante, se não um daqueles personagens sem importância, que fazia apenas uma ponta, que ninguém lembrava o nome, nem sabia exatamente quem era. Depois que tomei essa decisão, incrível como a história tomou novo rumo, passou a fazer mais sentido e tornou-se deliciosamente mais interessante. E pensar que eu cheguei a acreditar que a história só pudesse ter um fim... Que bom que acordei pra vida e que conheci você.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sobre amar...


Eu nem saberia explicar
que mágica foi essa que me uniu a você
a unica coisa que eu sei é que o seu sorriso faz com que meu dia fique mais gostoso
te ver faz com que eu ganhe a semana
Estar com você me faz um bem tão grande
é como se sempre nos conhecessemos
como se sua presenca já estivesse marcada no meu coração há tempos
não consigo me ver mais sem você
sem seus carinhos
sem seu olhar no meu olhar
sem sua boca, seu gosto, na minha boca
sem sua presença na minha vida
Você é tudo que tenho de melhor agora.
é o que me faz bem
é em quem penso antes de dormir
é no que acordo pensando...
é a minha alegria...
é o meu amor...
Te amo...te amo... e por mais precoce que seja, é tão bom te amar...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sobre você



Não estava nos meus planos me apaixonar, o combinado era deixar meu coração quietinho num canto e não me envolver com ninguém.
Não estava nos meus planos começar um namoro. Prometi a mim mesma que não estava preparada pra isto no momento.
Não estava nos meus planos querer na vida apenas uma pessoa. O plano era conhecer muita gente, sem compromissos, sem telefones, sem amanhã.
Pra falar bem a verdade, você não estava nos meus planos e eu nunca fiquei tão feliz em viver algo tão inesperado e tão não planejado quanto está sendo agora a minha vida com você.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre estar bem



É como se a dor nunca tivesse passado por aqui. Como se tudo anão tivesse passado de uma fase sem lógica. Não havia motivos pra tanta lágrima, tanto sofrimento. Tudo na vida tem começo e fim. Nascemos sozinhas, morreremos da mesma forma. Devemos guardar das pessoas que passam pela nossa vida somas e não subtrações. Coisas tão simples de se ver quando a dor já se foi. Quando ela estava presente, andava com os olhos vendados. Batendo de frente sempre com a mesma parede do apego e do costume. E é tão bom agora estar bem. Acordar alegre. Dormir tranquilamente. Não temer o amanhã e sim ansiar pra que ele chegue logo. É bom saber que estou de volta. Mais forte, mais madura e mais feliz.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Maior dos Amores




Hoje eu descobri um novo amor
que estava escondidinho e minha cegueira nao deixava ver
Um amor maior que qualquer outro que já senti
Sem mentiras, sem barreiras
Um amor que nunca irá me fazer mal,
desde que eu me entregue completamente a ele
Que não me provocará mais lágrimas
Que só me trará felicidade
O amor mais puro e sincero que eu pude sentir
O amor que sinto por mim mesma
A certeza que só eu sou responsável por minha felicidade
E que ela só é possível quando a gente se ama de verdade
E esse amor eu sei que não acabará
Poderei amar muitas pessoas ainda na minha vida
mas jamais permitirei que o que sinto por mim mesma
seja superado por qualquer novo amor.
É o meu tempo de ser feliz novamente
E eu não abrirei mão dele.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Era pouco e se acabou...



Uma bonequinha de porcelana
que eu guardava bem no meio da minha estante
que eu buscava quando estava sofrendo
com quem eu me abraçava para que não tivessemos medo dos trovões
com quem eu brincava quando estava feliz
acarinhava, dava colo, amava aquela bonequinha

Criamos uma história juntas,
já nao era mais boneca
era uma amiga, uma companheira
no entanto, o sorriso parecia mais triste
parecia não se contentar com a roupa rota, com meus carinhos

Enquanto dormia,
de algum jeito ela caiu (creio que pulou)
a porcelana quebrou
e saiu dela algo que eu nao conhecia

Outra boneca, bonita talvez, mas não para os meus olhos
O vestido também era mais novo, ficou mais elegante
Não era mais minha doce boneca de porcelana que eu tanto amava
Não era mais em quem eu me agarrava nos meus pesadelos
Era outra que eu não conhecia

Cheia de defeitos
Defeitos com os quais eu não saberia lidar
Egoísta, nao queria mais dar conforto, só recebê-lo
Não queria dar amor, só recebe-lo
Não queria mais sentir minhas lágrimas, para não manchar suas roupinhas
Cobria meu pranto, para que ela se fortificasse
E eu ia minguando, sumindo aos poucos.

Juntei os caquinhos da boneca quebrada
Colei pedaço por pedaço
Limpei a porcelana com a toalha mais bonita
Costurei a roupa usada e a coloquei dentro do meu peito
para que ela vivesse pra sempre perto do meu coração
Assim quando eu sentir saudades dela e imaginar q ela partiu
Eu posso fechar os olhos e sentir seus batimentos fraquinhos
Batendo junto aos meus no mesmo compasso

Que linda que era minha bonequinha...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sobre a mentira...



Confiar é um verbo de difícil execução. Para se conquistar a confiança de alguém é necessário ter uma história, uma vida. Tem pessoas que passam confiança no olhar e conseguimos acreditar nelas com maior facilidade. Já outras, só de olhar nos olhos já não confiamos.

Enquanto para conquistá-la é necessária muita dedicação e verdade, para quebrá-la são necessários apenas alguns segundos. Uma mentirinha que a gente descobre ali. Outra mentira maior que descobrimos em outro lugar. As mentiras vão se acumulando e rompe a linha tão frágil da confiança. A linha se quebra em inúmeros pedaços pequenininhos. Tão pequenos que para juntá-los todos e colar pedacinho por pedacinho se tornaria quase impossível.
Por isso gosto da política da verdade. Melhor saber a verdade, do que se enganar com mentiras. Melhor falar a verdade, do que se perder nas histórias que contou. Eu aguento a verdade que for, por mais dolorosa que ela possa ser, mas, por favor, não venham com mentiras pra cima de mim.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Seguindo em frente



Nós não nos lembramos de quando aprendemos a andar. Parece bobagem, mas tudo na nossa vida é baseado nesse momento. Falo em relação às mudanças, nos acostumamos a viver de um jeito, que quando somos obrigados a modificar tudo, bate aquele desespero. O não saber como agir.

Começa uma nova etapa, começamos a dar aquele primeiro passo... um pé de cada vez, com cuidado por nossas pernas estarem ainda bambas e fracas. Às vezes caímos, tropeçamos na nossa insegurança ou até vamos com tanta sede ao pote, numa segurança que não é de verdade, que tombamos. As quedas ralarão nossos joelhos, nos darão alguma cicatrizes, mas é com elas que aprenderemos quue talvez aquele caminho ali não é tão seguro e que o outro, mesmo sendo mais longo, nos levará ao mesmo lugar (ou até a um lugar melhor), se tivermos um pouco mais de paciência e disposição.

A lição nisso tudo é que no final reaprenderemos a andar. E nos adaptaremos à situação nova com firmeza, com convicção. Convicção essa que no futuro não nos impedirá de cair, pois muitos ainda serão os obstáculos no caminho, mas que nos dará a certeza que ao levantar, continuaremos andando.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre a superação.




Não me permito levar adiante essa autopiedade. Fraquejar já foi o bastante. Sucumbir é inadmissível. Sei que tenho dentro de mim uma força capaz de coisas que a cegueira dos problemas às vezes não me faz enxergar. Mas ela está ali, caladinha, escondida entre as lágrimas, esperando que eu a veja, querendo acenar para mim. Querendo dizer: “Ei, você é mais forte que isso e já passou por coisas dolorosas e elas ficaram para trás. Esqueceu?”.

Eu sei que não o tenho o domínio de tudo que está em minha volta. Se o tivesse, seria mais fácil. Não precisaria encontrar as respostas pra minha caminhada num sim ou não que não me pertence. Mas tenho esperança que as coisas irão se resolver, mesmo que o resolvido não me agrade. Agora que consegui erguer um pouco a cabeça, calei meu pranto e comecei a ouvir a voz insistente aqui de dentro e ela me diz que tudo ficará bem.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobre a morte.



Apesar de ser a única certeza que possuímos, é a coisa que nos assusta mais. Às vezes me pego pensando sobre o deixar de existir, deixar de ser. O que acontece depois que nossos olhos se fecham para sempre. Para sempre fecharei mesmo os olhos, ou meu corpo espiritual vai sair do meu corpo físico e observá-lo inerte? Ou será um sono eterno, sem sonhos, sem lembranças, sem vida?

Não quero ser mórbida nem nada. Mas às vezes bate um aperto no peito. E se eu dormir e não acordar mais? E se meu coração problemático resolver que não agüenta mais a carga e me levar numa festa, numa dose de vodca, numa caminhada mais caprichada ao lugar que eu não quero conhecer? Terei pouco tempo ou seguirei os passos da minha bisavó e encontre uma morte tardia e suave em casa aos 104 anos? Irei eu primeiro, ou envelhecerei dolorosamente vendo meus amigos, meus amores morrerem antes de mim? Será que nesse momento me conformarei com a danada e a idéia de seu encontro se torne mais leve? Não sei.

Um grande amigo procurou pela morte há algum tempo. Tinha minha idade na época. 24 anos. A vergonha e as tristezas da vida fizeram com que ele rompesse o medo do incerto. Fico pensando se ele se arrependeu ao ver o seu corpo sem vida, ao ouvir nossos lamentos, ao encontrar a lucidez. Espero que lá nesse lugar desconhecido ele tenha sido bem recebido, que o tenham acolhido e ajudado a curar as feridas que tanto corroíam sua alma.

Espero que meu medo seja bobagem e que o que nos espere seja realmente o paraíso ao qual almejamos. A morte é uma realidade que não nos lembramos de conhecer e a incerteza sobre o que virá assusta. A incerteza da certeza. É incerto o nosso destino, mas é inevitável o nosso encontro a ele.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amizade



Por muito tempo vulgarizei o significado da palavra amizade. Não de propósito, é verdade, eu simplesmente considerava amigas todas àquelas pessoas que me davam um pouco mais de atenção. Eram muitas, mas hoje vejo que nem tudo daquilo era real. Em momentos de diversão, dificilmente faltará alguém ao seu lado. Alguns por gostarem realmente de estar com você, outros para curtirem uma boa farra e ainda existem aqueles que se encostam em você por falta de opção. Procure esses dois últimos casos quando estiver com problemas. Não é querendo ser pessimista, mas você dificilmente os encontrará.



Eu venho aprendendo que é muito fácil se dizer que gosta de outra pessoa e muito difícil sustentar essa mentira por muito tempo. É moleza exagerar nos elogios só pra agradar e por trás fazer dessa pessoa um monstro. Difícil é gostar dos outros exatamente da maneira que eles são. Saber que eles têm defeitos e qualidades.

São os verdadeiros amigos que fazem com que nosso dia fique melhor, que tentam nos animar até quando a gente pensa que nada no mundo conseguiria fazê-lo. Os outros são apenas os outros, nas horas difíceis eles simplesmente desaparecem.

De uma forma ou de outra, os dois tipos de amigos me fizeram crescer, uns por me amarem e estarem ao meu lado quando sempre precisei e outros por me fazerem ver como o ser humano pode ser falso e egoísta.



Devo agradecer aos amigos em quem eu sempre pude confiar: aos meus verdadeiros amigos. E não sendo injusta, devo agradecer também aos outros, que se bem não me fizeram com suas atitudes, ao menos me fizeram ver que muito do que se existe nesse mundo são máscaras. E que por trás delas existem pessoas que não conseguirão ser felizes por inteiro, porque nunca serão amigas de ninguém.