terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sobre os pesadelos

Os pesadelos têm se tornado mais frequentes. Tenho dormido pouco e acordado tremendo de frio. Talvez seja o frio que me mantém acordada, costumo pensar. Ou quem sabe o medo. Não saber o que vem em seguida. Não poder planejar algum escape para as ondas que me engolem no pesadelo. Não ter ideia de que realidade irei "viver" quando meus pulmões se encherem de água e eu não conseguir mais respirar... O escuro e o vazio ou a luz? É muita prepotência ou é apenas ingenuidade esperar pela luz? Não sei se sou merecedora ou não... Também não conheço os pré-requisitos pra sê-la. Tento ser positiva e fingir não ligar... Mas sei que não engano ninguém. No final, torno-me a afogar em minha angústia. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Pra Sonhar!

Música linda, clipe perfeito ♥ :)

 

Pra Sonhar - Marcelo Jeneci 


Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sobre o passageiro

Estupidez achar que alguem mais se importava. As vezes me cubro da ingenuidade do passado e acredito nas boas intencões e no carinho de quem conheci ontem... Como se fosse suficientemente interessante e realmente bem quista... Sempre patética, pedante e pegajosa. Se agarrando ao pouco de atenção que recebo porque sei que ela não irá durar o bastante...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre às vezes...

Não sei bem como lidar com meus sentimentos. Não consigo controlar o que se passa em minha cabeça, nem entender o porquê de me sentir desta maneira. Às vezes (ultimamente, na maioria delas), eu acordo e fico perdida na tristeza, e ela vai me consumindo...  Mergulho no ócio e o desânimo vai invadindo cada pedacinho do meu ser. Penso em me erguer, jogar para o lado as cobertas, mas é como se alguma força me prendesse à cama. como se o viço e a alegria que sentia antes não tivessem mais razão de ser. O corpo vem ficando  fraquinho, já não consegue erguer o peso dos medos que visto. Procuro ajuda em todos os lugares, quando deveria encontrá-la em mim. Mas ela não está. Será que estou pronta para recebê-la quando vier? Pode parecer exagero tudo que falo. Acho que meu problema é ser exageradamente sentimental e ter guardado isto por tanto tempo na casca de frieza que me envolvia. Desde que a casca se rompeu, e que foram reveladas as minhas fraquezas para todos, é como se não tivesse mais motivo para disfarçar. Deveria aceitar então, que talvez meu destino seja conviver com a melancolia e abraçar a tristeza. Tentar tirar dela algo bonito. Mas tentar lutar contra ela nos dias bons. Rezar baixinho para que mais sejam esses dias e que as cores voltem a fazer parte da minha vida. E que um dia, novamente, eu me sinta merecedora de ser feliz...mesmo sabendo que a felicidade não será para sempre. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobre o dia ruim


De repente poderia ser mais fácil. Não sei se sou sempre eu que dramatizo tudo. Sei que é complicado ter que lidar com tanta intensidade de sentimento. É sempre angustia demais, tristeza demais, agonia demais, felicidade também, mas as vezes não compensa. O medo das coisas mudarem não deixa que aproveite a felicidade em sua plenitude. O medo. Que sempre me acompanhou e acompanha. Sussurrando ao meu ouvido. Zombando da minha fraqueza em superar o que passou. Fecho os olhos, sinto a respiração. Sinto nojo de mim. E já não posso fazer nada. Porque agora eu já sou eu. Não sou quem era. Olho no espelho, vejo a menina que era feliz e não vejo mais alegria nos olhos dela. Vejo dor. Vejo culpa. Quem vai abraçar a menininha e dizer a ela que tudo vai passar? Ninguém. Não vai passar. Será sempre assim. É de se calar, de se acostumar e de se conformar. Ou quem sabe, sou só eu e meus exageros e meu dia ruim. Quem irá saber... 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É preciso força, pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre perder.




Nós não estamos preparados para a perda. Por maior que seja a nossa fé e mesmo tendo a crença no espírito imortal, não conseguimos nos sentir verdadeiramente confortados. Queremos a pessoa de volta e não entendemos os motivos para que ela tenha sido tirada de nós. Dói demais não ter a presença na nossa vida. ver o lugar da cama vazio, entrar em casa e sentir que algo está errado, aquela sensação de que algo sempre estará faltando. Trata-se apenas de nós, não é suficiente saber que a pessoas está ao lado de Deus, em paz, sem dores, sem sofrimento. Porque o que dói é ela não estar aqui. É o não responder quando chamamos por ela e não podermos enconta-la sentadinha na cadeira quando procuramos. Sentir falta dos carinhos, dos xerinhos e da alegria que nos passava. Ow, minha velhinha, eu sei que você está bem agora e que seu coração não dói mais, mas a saudade é tão grande que não consigo ficar feliz mesmo sabendo disso tudo.