sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sobre o passageiro

Estupidez achar que alguem mais se importava. As vezes me cubro da ingenuidade do passado e acredito nas boas intencões e no carinho de quem conheci ontem... Como se fosse suficientemente interessante e realmente bem quista... Sempre patética, pedante e pegajosa. Se agarrando ao pouco de atenção que recebo porque sei que ela não irá durar o bastante...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobre às vezes...

Não sei bem como lidar com meus sentimentos. Não consigo controlar o que se passa em minha cabeça, nem entender o porquê de me sentir desta maneira. Às vezes (ultimamente, na maioria delas), eu acordo e fico perdida na tristeza, e ela vai me consumindo...  Mergulho no ócio e o desânimo vai invadindo cada pedacinho do meu ser. Penso em me erguer, jogar para o lado as cobertas, mas é como se alguma força me prendesse à cama. como se o viço e a alegria que sentia antes não tivessem mais razão de ser. O corpo vem ficando  fraquinho, já não consegue erguer o peso dos medos que visto. Procuro ajuda em todos os lugares, quando deveria encontrá-la em mim. Mas ela não está. Será que estou pronta para recebê-la quando vier? Pode parecer exagero tudo que falo. Acho que meu problema é ser exageradamente sentimental e ter guardado isto por tanto tempo na casca de frieza que me envolvia. Desde que a casca se rompeu, e que foram reveladas as minhas fraquezas para todos, é como se não tivesse mais motivo para disfarçar. Deveria aceitar então, que talvez meu destino seja conviver com a melancolia e abraçar a tristeza. Tentar tirar dela algo bonito. Mas tentar lutar contra ela nos dias bons. Rezar baixinho para que mais sejam esses dias e que as cores voltem a fazer parte da minha vida. E que um dia, novamente, eu me sinta merecedora de ser feliz...mesmo sabendo que a felicidade não será para sempre. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sobre o dia ruim


De repente poderia ser mais fácil. Não sei se sou sempre eu que dramatizo tudo. Sei que é complicado ter que lidar com tanta intensidade de sentimento. É sempre angustia demais, tristeza demais, agonia demais, felicidade também, mas as vezes não compensa. O medo das coisas mudarem não deixa que aproveite a felicidade em sua plenitude. O medo. Que sempre me acompanhou e acompanha. Sussurrando ao meu ouvido. Zombando da minha fraqueza em superar o que passou. Fecho os olhos, sinto a respiração. Sinto nojo de mim. E já não posso fazer nada. Porque agora eu já sou eu. Não sou quem era. Olho no espelho, vejo a menina que era feliz e não vejo mais alegria nos olhos dela. Vejo dor. Vejo culpa. Quem vai abraçar a menininha e dizer a ela que tudo vai passar? Ninguém. Não vai passar. Será sempre assim. É de se calar, de se acostumar e de se conformar. Ou quem sabe, sou só eu e meus exageros e meu dia ruim. Quem irá saber... 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É preciso força, pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sobre perder.




Nós não estamos preparados para a perda. Por maior que seja a nossa fé e mesmo tendo a crença no espírito imortal, não conseguimos nos sentir verdadeiramente confortados. Queremos a pessoa de volta e não entendemos os motivos para que ela tenha sido tirada de nós. Dói demais não ter a presença na nossa vida. ver o lugar da cama vazio, entrar em casa e sentir que algo está errado, aquela sensação de que algo sempre estará faltando. Trata-se apenas de nós, não é suficiente saber que a pessoas está ao lado de Deus, em paz, sem dores, sem sofrimento. Porque o que dói é ela não estar aqui. É o não responder quando chamamos por ela e não podermos enconta-la sentadinha na cadeira quando procuramos. Sentir falta dos carinhos, dos xerinhos e da alegria que nos passava. Ow, minha velhinha, eu sei que você está bem agora e que seu coração não dói mais, mas a saudade é tão grande que não consigo ficar feliz mesmo sabendo disso tudo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Falando sobre a felicidade.



Engraçado, eu sei escrever sobre tristezas, sobre dores, mas fico meio travada para escrever sobre a felicidade. Falta um pouco de inspiração e ao mesmo tempo é como se fosse um absurdo falar sobre ela. Como se fosse meio inocência minha, uma tolice talvez, o fato de estar comemorando estar feliz. Bobagem esse pensamento, não? A gente passa por cada uma na vida. E fica se lamentando pelos cantos. Curtindo a dor, a fossa, escrevendo mil poemas sobre como a nossa vida é uma tragédia sem solução (nem preciso de muita memória pra perceber isso, é só olhar uns postzinhos abaixo que já vejo o dramalhão mexicano escrito). Aí quando chega o momento de falar sobre estar bem, travamos.

Talvez nem seja medo de falar sobre estar bem, pode ser que eu tenha deixado de escrever para curtir o momento. Curtir cada segundo que tenho, aproveitar ao máximo tudo. Acho que me agarro à felicidade enquanto posso senti-la. E faço questão de senti-la em sua totalidade. Estando junto às pessoas que eu amo. Fazendo as coisas que eu gosto. E me esforçando para fazer bem a quem está ao meu lado.

Confesso que lá no fundo ainda tenho aquele medinho de que as coisas desandem e que a felicidade acabe um dia, mas enquanto estiver sentindo-a, estarei aproveitando. Afinal, é só o presente que temos, não é mesmo?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Protagonista



Decidi ser a protagonista da minha vida. Parece bobagem dizer isso, óbvio que todos nós somos protagonistas das nossas próprias vidas, mas por algum tempo deixei isso de lado e apenas aceitava as coisas que aconteciam. Deixava que decidissem por mim. Abria mão dos meus sonhos, pelos sonhos dos outros, como se os meus não fossem tão importantes. Os outros estavam mais presentes na minha história do que eu mesma. Era apenas uma coadjuvante, se não um daqueles personagens sem importância, que fazia apenas uma ponta, que ninguém lembrava o nome, nem sabia exatamente quem era. Depois que tomei essa decisão, incrível como a história tomou novo rumo, passou a fazer mais sentido e tornou-se deliciosamente mais interessante. E pensar que eu cheguei a acreditar que a história só pudesse ter um fim... Que bom que acordei pra vida e que conheci você.