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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia das Crianças



Acho que se quando criança eu soubesse quanto a infância faria falta pra mim agora que sou adulta, certamente teria aproveitado muito mais. Tão boa a época que não se tinha preocupação com nada, as cobranças eram mínimas: uma notinha boa na provinha da escola, tentar não quebrar novamente o vidro da janela do vizinho, não comer toda a caixa de chocolates antes do almoço. Problemas com dinheiro? Nada. No máximo, era só o de contar as moedinhas pra comprar bala na banca da esquina.

E gosto de infância então? Fica na memória pro resto da vida. O bolinho de feijão com farinha que a vó da gente fazia na hora do almoço e o pudim de leite de sobremesa; biscoito guffs com ki-suco de laranja, que a gente tomava no colégio; geléia de mocotó embasa; aqueles chicletes e bombons maravilhosos (mini-chiclets, xaxá, soft).



Naquela época se podia brincar na rua: pega-pega, esconde esconde, barra bandeira, batatinha frita 1, 2, 3. Andar de bicicleta pelo quarteirão, sem medo de roubo ou sequestro.

Fico bem inconformada quando vejo as meninas de hoje, de dez/onze anos, preocupadas com coisas fúteis como maquiagem e o melhor celular da moda. Querendo ser adulta, sem ser. Se elas soubessem quanta falta elas vão sentir dessa época, quando não puderem mais voltar atrás...



Às vezes fico pensando nisso e bate um desânimo, uma vontade de impedir que o tempo passe. Crescer dá muito trabalho, traz muitas preocupações. Daí eu olho para meu avô, vejo um senhor de 87 anos, que ama a vida e soube aproveitar cada etapa dela e a animação logo volta. O importante não são os anos que passam cada vez mais rápido e castiga nosso corpo, e sim manter o espírito jovem. Viver e gozar de cada momento que for vivido.

Feliz dia das crianças para todo aquele que conserva em sua essência parte da doçura e alegria da infância!